quarta-feira, 16 de novembro de 2011



Como é sentir que mais um dia se passou?
Mais uma vez o sol se escondeu, correu em volta da terra.
Mais uma vez você perdeu tempo, tempo com o qual você nem se importa mais.
Mais uma vez a lua nasceu e morreu e ninguém notou.
O brilho do sol, só vimos pela manha,
Só vimos pela tarde…
Nunca vimos.
A lua brilhante, só serve de luz,
Já nada mais importa…
Fora de nosso próprio mundo.
E o dia se passou, 
De novo e de novo.
As estrelas se apagaram,
O sol vai morrendo,
A lua está destruída…Ninguém nunca nota.
São só dias afinal, 
Passam todos devagar, todos no mesmo ritmo,
Todos carregados com um pouco mais de nada.
Lá fora é radioativo, 
É perigoso demais pra se pisar.
Voltemos então a nossas celas,
Nossas prisões particulares.
O sol pode queimar, 
Então construa o mais alto muro que puder,
Cerque tudo e não deixe o sol entrar.
São só mais uns dias, 
Quem se importa? 
Voltemos então a nossas celas,
Nossas prisões particulares.
O sol vai parar de brilhar..
1, 2, 3.
Voltemos então a nossas celas,
Nossas prisões particulares. 
Mais um ano ou mais um século não fazem diferença pra quem nunca saiu de sua cela.
Mais uma eternidade,
Ninguém se importa…
Voltemos então a nossas celas,
Nossas prisões particulares. 
A solidão não é nada pra quem sempre foi vazio.